Tema - Pobreza e Riqueza
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A Pobreza e Riqueza

Desigualdades sociais, afortunados e mendigos, uns com tanto e outros com tão pouco, todos juntos no mesmo orbe, que à primeira vista nos faz pensar; Onde se encontra a Justiça Divina? Mas se observarmos bem e atentamente nos socorrendo da Luz Inequívoca e destituída de preconceitos da Doutrina dos Espíritos, obtemos o esclarecimento e a compreensão sobre esta matéria.

Para se analisar a questão da Riqueza e da Pobreza, é importante nos determos sobre estas duas questões registadas no Livro dos Espíritos, apesar de apresentarmos unicamente estas duas questões, são muito reveladores e indicativas para as nossas considerações.

Livro dos Espíritos - Allan Kardec

814. Por que Deus concedeu a uns a riqueza e o poder e a outros, a miséria?

- Para provar a cada um de uma maneira diferente. Aliás, vós o sabeis essas provas são escolhidas pelos próprios Espíritos, que muitas vezes sucumbem ao realizá-las.

815. Qual dessas duas provas é a mais perigosa para o homem: a da desgraça ou a da riqueza?

- Tanto uma como a outra. A miséria provoca a lamentação contra a Providência; a riqueza leva a todos os excessos.

Todos nós ao reencarnarmos, em geral, estamos na posição de criaturas em aprendizagem moral e intelectual, que no fundo se resume à nossa Evolução Espiritual, sendo a nossa condição ao nível material, sócio-cultural e familiar a mais indicada e adequada ao nosso atual processo de trabalho.

Com as questões apresentadas observamos que não existem situações definitivas, preferenciais, tendenciosos e sem qualquer sentido objetivo para a vida do espírito, no fundo e entre outros, o objetivo, também é estruturar o equilíbrio e bom senso em qualquer das situações que o espírito se encontre a viver na terra.

Ao observarmos a vida de Jesus, vemos que este nada possuía, contudo tinha imenso para dar.

Mas isto não é sinonimo ou mesmo dizer que não devemos ter nada de material e sermos totalmente despojados, ter unicamente a roupa do corpo, errado, o pensamento não é esse e se assim o pensarmos estamos a deturpar as questões, pois Jesus nunca afirmou que a Pobreza era um meio de elevação ou que a riqueza seria a melhor forma de se estar no mundo.

Todos sabemos que é necessário existir dinheiro, economias, uma vez que o mundo se civiliza e avança sustentado nesse processo económico e financeiro, sem dinheiro não se conseguem construir estradas, casas, pontes, hospitais, empregos, produção de comida bem como os desenvolvimentos tecnológicos existentes nas várias áreas da nossa vida.

Contudo a gestão da Riqueza ou mesmo da Pobreza é algo que o espírito tem que experimentar, com o fim de ganhar capacidades e crescer nesse meio sem se perder na existência, assim poderá ir alternando nestas duas faixas que podem ser mais ou menos graduadas, mas que o habilitaram com a experiência mais consolidada, apreendendo a viver de forma equilibrada seja nas grandes posses ou sem as mesmas, neste compasso o progresso Espiritual se regista na esteira do tempo.

Quantas vezes não dizemos; Se eu fosse Rico! ... E os projectos se desnudam na nossa mente sem qualquer restrição, mas será que estamos preparados?

As grandes posses materiais, Fortuna, são numa grande maioria uma grande armadilha para uma farta medida de criaturas que distraídas e sufocadas pelos prazeres do Luxo desmedido se colocam em grandes desvarios, criando comprometedores futuros de resgate.

Nos excessos que cometemos, provocados pela fortuna, escancaramos as janelas para a entra da indiferença, que logo mais se acomoda com o egoísmo, sentimentos de bondade e benevolência ficam aturdidos, Luxuria, Álcool, Opulência, Exibicionismo e Ostentação serão o prato do dia, relegando para as, Calendas Gregas, como diz o povo, o reconhecimento do Poder Divino sobre aquela Fortuna de que somos unicamente meros administradores.

Afirmamos que somos os senhores e criadores do nosso Império e nada devemos a Deus, pois tudo foi obra do nosso trabalho, única e exclusivamente, independentemente se agimos e tivemos acções boas ou más na obtenção desses valores, não vamos analisar sequer essa parte.

Nós esquecemos ou nem sequer equacionamos que somos apenas gestores de algo que nos foi concedido a título de empréstimo para nossa elevação e ajudar todos aqueles que se encontram ao nosso redor.

Na face oposta temos a Pobreza e a Miséria, nesta fase da existência com um vazio de poder e materialidade, existe quase sempre a inconformação ou a falta resignação perante os factos em que somos reencarnados ou mesmo pela perda da fortuna que não é anormal acontecer. Nada está bem, a revolta se instala e mais uma vez questionamos a Justiça Divina e imprecamos com palavras duras e indevidas o criador que apenas nos pretende orientar no caminho mais reto.

Mais uma vez obliteramos a Prece da nossa vida, afim de Agradecer e Louvar tudo o que nos chega e que de alguma forma fomos também os construtores da situação atual, não procuramos o consolo e a compreensão da situação, trabalhando honestamente e de forma constante para fazer frente às dificuldades, mais uma vez o desânimo e a incompreensão são primários no pensamento.

A Doutrina dos Espíritos, consoladora e esclarecedora do homem na sua essência, disponibiliza todas as ferramentas para que nos seja possível compreender estes meandros da existência, demonstrar-nos que não somos unicamente o hoje, mas também tivemos um passado e temos um futuro com a grande fatalidade da felicidade no fim da jornada evolutiva.

Trabalhar na nossa construção íntima é a solução, crescermos Espiritualmente, nos trás os alicerces fortes para estas adversidades da existência, que cumpridas na Riqueza com a honestidade e justiça para com todos num processo coletivo, quanto na Pobreza a aceitação das dificuldades e lutas por vezes de sobrevivência com a resignação e a certeza de atingir uma meta.

Agradecer, Pedir e Louvar sempre, com a certeza que nenhum de nós estará desamparado do Pai Criador ou dos Bons Espíritos esses benfeitores e cireneus do Bem, que nos ajudam sempre de acordo com as suas capacidades e na medida do nosso mérito.

                                                                       Impressão Espírita - Autor: João Paulo - 11/11/2017